terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eleição presidencial


Como durante o horário eleitoral não tenho nada para fazer, gasto meu tempo ouvindo promessas que não consigo engolir.
A Dilma vai fazer isso e aquilo que já poderia ter feito.
O Serra, vai fazer milagres. Deveria ser chamado de São Serra.
Se conseguirem fazer tudo aquilo que estão prometendo, acho que o CÉU será aqui no Brasil mesmo. Não será necessário morrer para poder chegar ao paraíso.
Ainda bem que não acredito em Papai Noel e nem em Duendes!

sábado, 23 de outubro de 2010

Piada de Mineiro...


Conta a lenda que quatro estudantes universitários estavam num buteco, após as aulas, em frente de uma universidade de Goiânia.
Os quatro: um paulista, um carioca, um goiano e um mineiro.
Conversa vai e cerveja vem, os três começam a tirar sarro do mineiro,
com aquelas piadinhas sobre Minas Gerais: pão de queijo, comprador de bonde, família tradicional etc. E o mineirim na dele, com cara de 'não é comigo', olhando só pro copo...
Até que o carioca, ainda rindo, pergunta:
- O que houve, mineirinho? Perdeu o senso de humor?
- Não, não, é que tenho um problema sério.
- E o que é?
- Mas, óia só procê vê, minha mulher me meteu um chapéu de boi ainda embarrigou..
Risadas dos três, um gole de cerva do mineirim, e a nova pergunta:
- E o que você fez?
- Fiz o certo, sô! . Levei a mulher pro Rio, o meninim deixei em São Paulo e vim cá pro Goiás.
Nesse ponto, uma risadinha do mineirim. Os três ficam imaginando o que aquilo queria dizer, mas resolvem perguntar?
- E porque você fez isso mineirinho?
- Mas é óbvio, uai! Levei a mulher pro Rio que é lugar de puta,
O mineirim prá São Paulo que é lugar de filho da puta e vim aqui pro Góiás, que o povo é muito bão e aceita todo tipo de pessoa inclusive corno...Uai!!!!
GOIÁS É BOM DEMAIS!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mais dois visitantes ilustres...


O final de semana que passou, tivemos mais dois visitantes ilustres em nossa humilde residencia. Nosso amado filhão e sua cara metade.
Ficamos muito felizes de tê-los aqui conosco.

domingo, 26 de setembro de 2010

Êita calor arretado!!!


Aqui no Pará está tão quente, mas tão quente, que contratei esse vetilador autônomo para me ventilar enquanto faço caminhada.
Não posso ter eunucos, então a saída foi essa.
Rsrsrsrs...

sábado, 18 de setembro de 2010

Goiano do pé rachado.


Nasci em Bela Vista de Goiás e moro em Redenção - PA desde setembro de 2009. Sou um "goiano do pé rachado", como dizem os da terra. Com sua fala simplória, Carmo Bernardes explicava a incrédulos que "o Cerrado é uma floresta de cabeça para baixo", pois em muitos lugares há mais matéria vegetal subterrânea, escondida sob o solo, que exposta. Às vezes as raízes têm de mergulhar em busca da água dos lençóis profundos - mais aqui, menos ali, dependendo de a planta estar em cerradão ou mata de galeria, mata seca ou vereda, campo limpo, campo sujo ou cerrado senso estrito, as sete paisagens desse ecossistema que os cientistas enumeram.
A despeito de tanta riqueza, o desmatamento e as queimadas do Cerrado avançam à razão de 22 mil quilômetros quadrados (1,1% do ecossistema) por ano. Como já são mais de 800 mil quilômetros quadrados desmatados, a perda da biodiversidade é acentuada. Há indícios disso no desaparecimento progressivo de polinizadores, como abelhas e morcegos, dos quais depende inclusive o pequi, o fruto adorado pelos habitantes da região, seja para ser provado como doce, seja na composição de iguarias típicas, como a galinhada ou do frango ao molho. É preciso saber degustá-lo: gente de fora, sem conhecimento ou hábito, costuma morder o fruto com pressa - com isso, enche também a língua de centenas de minúsculos espinhos que povoam cada caroço de pequi, por baixo da polpa amarela. A vida em breve irá melhorar para esses forasteiros incautos: com a ajuda de índios da região do Xingu, no Mato Grosso, pesquisadores estão começando a viabilizar um tipo de pequi sem espinhos. Aí não vai ter graça comer pequí.
Viajar pelo Cerrado pode ser uma surpresa sem fim, tantas as paisagens, tantos os encantos. Pode-se, por exemplo, ir ao Jalapão, no Tocantins - um "perto meio longe", como diz o povo dali - e reencontrar o Cerrado de antigamente, perdido em outros lugares do centro-oeste brasileiro. Lá vivem 440 espécies de vertebrados, e recentemente foram descobertos mais 11. Se for tempo de seca, a impressão que se tem, como em quase todo o Cerrado, é a de que toda a vegetação está desaparecendo. Mas basta cair a primeira chuva e tudo revigora como que por milagre.
Outra alternativa é descer o rio Araguaia, das praias de areia branca que mudam de lugar de ano para ano. Que lugar lindo! Pena que tem muitos mosquitinhos pólvora que é um inferno para quem é alérgico. No pôr-de-sol esplendoroso tuiuiús aninham-se no alto das árvores.E as garças, uma profusão de aves mergulhando em busca de peixes. Num trecho resguardado do rio - em certas áreas a pressão humana é forte demais - podem ser encontrados os enormes pirarucu e jaú, ou matrinxã e pintado. A linda pirarara, que salta acima da superfície para exibir suas escamas coloridas, divide as águas com o boto que, diz a lenda, seduz donzelas que se banham distraídas. Há ainda a temível piranha, ingrediente de sopa afrodisíaca e que se diga, é uma delícia. Na ilha do Bananal, no grande Araguaia, os índios carajás podem receber quem chega com um jaraqui fresco e assado à beira-rio - uma experiência gastronômica que jamais se esquecerá. Esses moradores da maior ilha fluvial do mundo talvez levem o visitante para assistir à dança de aruanã em noite de Lua cheia. Ele também ficará deslumbrado se tiver a chance de ver a celebração do hetô-hokan, em que convidados de todas as aldeias tentam derrubar - e os anfitriões, manter ereto - um mastro enorme, que simboliza a dignidade da aldeia. É um rito de passagem dos adolescentes para a vida adulta, festa que leva um dia e uma noite inteiros.
Em resumo, como dizem Bruno e Marrone, "Goiás é bão demais da conta sô!"